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29 . 09. 2017

Gigante chinesa de energia investe R$ 2,4 bilhões no Rio de Janeiro



A linha, que vai transmitir a energia gerada na usina de Belo Monte, vai passar pelos estados do Pará, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, além do Rio. A capacidade de transmissão será de 400 MW. Em Paracambi, a energia será distribuída para outras estações interligadas ao sistema elétrico nacional. Paulo Esmeraldo, vice-presidente da Xingu Rio, empresa responsável pelo projeto, diz que as obras começaram neste mês em diversas partes do país. Serão 13 canteiros principais de obras em vários estados e 16 mil empregos durante nos 50 meses de obra. No Rio, a estimativa do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, é que sejam gerados duas mil vagas na região em volta da subestação.

— Quando vencemos o leilão, o projeto estava orçado em cerca de R$ 7 bilhões. Hoje, com correções de projeto e inflação, o valor total chegou a R$ 9,6 bilhões. Desse total, 25% ficará no Rio de Janeiro por conta da construção da subestação. Serão 4.600 torres ao longo de toda a linha. As obras já começaram em setembro porque em agosto saiu a licença de instalação -- explicou Esmeraldo, destacando que já foram gastos R$ 1,2 bilhão na obra.

Do total do investimento projetado, um terço virá do BNDES, através da linha Finem; outro um terço virá de capital próprio; e o restante de debêntures que serão emitidas ao longo da obra, destacou o executivo. Ele lembrou que 60% da obra contará com conteúdo local brasileiro.

Canteiro de obras da subestação da State Grid, em Paracambi, Baixada Fluminense - Bruno Rosa

—Quarenta por cento dos equipamentos serão da China, sobretudo itens que não são produzidas no Brasil. A obra como um todo terá cinco empresas para tocar as obras (epecistas), das quais duas serão chinesas, como a XPTT e a Sepco — afirmou Esmeraldo.

Estiveram presentes no lançamento da pedra fundamental em Paracambi o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho, e o governador do Estado Rio, Luiz Fernando Pezão.

STATE GRID BUSCA NOVAS OPORTUNIDADES NO BRASIL

A State Grid tem hoje 5.501 quilômetros de linhas de transmissão em operação no Brasil. Em 2011, a empresa chinesa comprou a Plena, ganhando fôlego no Brasil. Desde então, a chinesa vem ampliando sua atuação no país, com novas aquisições e participando de leilões promovidos pelo governo. Recentemente, o grupo State Grid entrou no negócio de geração de energia, com a aquisição da CPFL, no qual tem apenas participação acionária.

Segundo diretor-geral do Departamento Internacional da State Grid Coporation of China, Zhu Guangchao, a compra da CPFL mostrou que a empresa está confiante no país. Ele disse que está buscando novas oportunidades no Brasil.

— Estamos olhando novas oportunidades no Brasil. Estamos vendo o que melhor se adequa ao nosso perfil. Estamos interessados na área de transmissão, geração e energia renovável. O país passou por momentos difíceis nos dois últimos anos, mas acreditamos no longo prazo. A taxa de crescimento da economia está cada vez maior. Com certeza, os negócios vão crescer no Brasil. Queremos participar dos novos leilões de transmissão e estamos de olho em projetos de greenfield (que serão construídos) --- destacou Zhu.
 
Fonte: Portos e Navios
 


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28 . 09. 2017

Licitação de blocos de petróleo fecha em recorde de R$3,8 bi puxado por Bacia de Campos

A 14ª Rodada de Licitação de blocos de petróleo e gás terminou com um bônus total recorde de 3,84 bilhões de reais, com 95 por cento desse montante sendo arrecadado em lances por blocos na Bacia de Campos, feitos por Petrobras e Exxon Mobil, que voltou a realizar grandes investimentos no Brasil.

Somente os oito blocos arrematados nessa bacia, a última a ser leiloada, resultaram em um bônus de mais de 3,65 bilhões de reais, montante que salvou uma rodada de licitações que vinha registrando pequeno interesse.

Os grandes lances realizados, em uma área em que a Petrobras detém elevado conhecimento, estariam ligados à possibilidade de ali existirem as produtivas reservas do pré-sal, ainda que o leilão desta quarta-feira não tenha tido como foco esse polígono.

“Não pagaríamos o valor que pagamos se não tivéssemos informações de que isso (áreas em Campos) vale”, disse o presidente da Petrobras, Pedro Parente, ao ser questionado sobre o assunto.

“(Pré-sal) É uma possibilidade nessas áreas porque está vizinho ao pré-sal, e vamos aprofundar isso no momento da exploração”, adicionou ele.

Com um elevado endividamento, o presidente da Petrobras reafirmou que empresa foi “seletiva” em suas ofertas e ressaltou que parcerias como as realizadas com a Exxon são importantes, pois o setor demanda grandes investimentos e há riscos exploratórios.

Nos principais lances, a Petrobras e a Exxon atuaram em parceria. O maior bônus de assinatura do leilão foi de cerca de 2,24 bilhões de reais pelo bloco C-M-346, oferecido pelo consórcio em que cada empresa detém 50 por cento e a estatal brasileira é a operadora.

Mas a Exxon, maior petroleira listada do mundo, entrou sozinha em dois blocos de Campos, com ofertas que superaram 60 milhões de reais, além de ter levado áreas em parceria com Queiroz Galvão e Murphy na Bacia Sergipe-Alagoas.

Atualmente, a companhia com sede nos EUA detém apenas dois blocos em bacias de menor importância (Potiguar e Ceará).

Em entrevista à Reuters, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, afirmou que a entrada mais forte da Exxon no Brasil é uma questão estratégica para a empresa norte-americana. Ele disse acreditar que a petroleira fará também ofertas por áreas do pré-sal, em dois leilões de outubro.

O certame desta quarta-feira ocorreu em meio a protestos de um pequeno grupo de manifestantes contrários à exploração de petróleo, que tentou invadir o local do leilão em um hotel no Rio de Janeiro.

Os manifestantes foram detidos por seguranças e impedidos de entrar. Apesar da tensão, o leilão prosseguiu normalmente e as pessoas que protestavam, algumas vestidas com roupas indígenas, foram retiradas do hotel.

LANCES SALVADORES

Pode-se dizer que os lances bilionários do consórcio formado por Petrobras e Exxon salvaram a rodada em termos de arrecadação para o governo federal, já que contrastaram com os outros arremates “modestos” ocorridos na 14ª Rodada.

Após o certame, o diretor-geral da reguladora ANP, Décio Oddone, disse que as ofertas na Bacia de Campos “surpreenderam positivamente”, com as mudanças regulatórias realizadas pelo governo tornando o ambiente de negócios mais atraente a empresas de diferentes portes.

O número final da 14ª Rodada superou as expectativas do governo, que esperava arrecadar ao menos 1 bilhão de reais.

Apesar da boa arrecadação com a Bacia de Campos, o total de blocos arrematados na rodada (37) representou quase 13 por cento dos 287 ofertados, um índice baixo frente a rodadas anteriores.

No último leilão do gênero, em 2015, quando a Petrobras não participou em meio ao escândalo de corrupção que atingiu a empresa, apenas 14 por cento dos blocos foram arrematados, ante cerca de 50 por cento das áreas levadas em uma rodada em 2013, após um período de cinco anos sem licitações da ANP.

No leilão desta quarta-feira, participaram ao todo 20 empresas, originárias de oito países. Delas, 17 arremataram blocos, sendo dez nacionais e sete de origem estrangeira.

A 14ª Rodada começou por volta das 9h com a Parnaíba Gás Natural, subsidiária integral da elétrica Eneva levando cinco blocos na Bacia do Parnaíba.

Na Bacia de Santos, onde havia expectativa de maior interesse por parte das companhias, somente um dos 76 blocos foi arrematado pela empresa australiana Karoon.

Quanto à Bacia do Recôncavo, 7 dos 27 blocos foram levados pelas empresas Petroil, Guindaste Brasil, Tek e Great Energy.

Já na Bacia Potiguar apenas um bloco foi arrematado dentre os 62 ofertados, tendo a empresa Geopark Brasil como vencedora, enquanto a Bacia de Pelotas não recebeu ofertas.

A chinesa CNOOC e a espanhola Repsol levaram áreas marítimas na Bacia do Espírito Santo, com bônus de 23,55 milhões e de 23 milhões de reais, respectivamente.

Por fim, na Bacia do Paraná, a Petrobras arrematou um bloco por 1,690 milhão de reais.

Conforme a ANP, a assinatura dos contratos está prevista para ocorrer até o dia 31 de janeiro de 2018. A área total arrematada foi de 25,011 mil quilômetros quadrados.

Fonte: Portos e Navios


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27 . 09. 2017

Porto de Santos quebra recorde mensal de movimentação de cargas em agosto

A movimentação total de cargas no mês de agosto no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, registrou um aumento de 15,8% em relação ao mesmo período em 2016. Além disso, em agosto, foi alcançado um novo recorde mensal, atingindo o total de 12.342.511 toneladas movimentadas, superando em 2,4% os 12.053.697 toneladas contabilizadas em julho.

De acordo com os dados da Companhia Docas do Estado de São Paul (Codesp), o crescimento do movimento mensal foi por conta das exportações. Em agosto do ano passado, foram 7.740.609 toneladas exportadas e, neste ano, o número passou para 9.089.780 toneladas, um aumento de 17,4%. As importações atingiram 2.920.643 em agosto de 2016 e passaram para 3.252.731 no mesmo período deste ano, uma variação de 11,4%.

Os embarques de milho e do chamado complexo soja, que abrange as operações com grãos e farelos, foram predominantes para o forte desempenho das exportações no mês. Com quase 3 milhões de toneladas exportadas, o milho foi a carga de maior destaque neste fluxo, superando em 67,7% o verificado em agosto do ano passado. O complexo soja chegou a quase 900 mil toneladas, um aumento de 43,3% sobre agosto de 2016. O açúcar teve 16 milhões de toneladas e caiu 9,8%.

Acumulado do ano (até agosto)

O movimento acumulado também desponta como a maior marca para o período com 85.440.143 toneladas, superando em 8,7% o recorde anterior, verificado em agosto de 2016. O total acumulado apontou aumento maior das importações com 23.323.423 toneladas, 14,1% a maior.

No total acumulado, onde as importações registraram maior crescimento, os destaques foram as descargas de adubo, óleo diesel e gasóleo e enxofre. A carga de maior expressão foi o adubo com 2,52 milhões de toneladas e crescimento de 28,3%, seguido por óleo diesel e gasóleo, com 1,59 milhões de toneladas e incremento de 44,2%. O enxofre chegou a 1,24 milhões de toneladas, com expressivo aumento de 44,2%.

O principal parceiro comercial do Porto de Santos, foi a China, com US$ 4,42 bilhões em mercadorias importadas e US$ 5,94 bilhões em exportações. As cargas operadas quanto ao valor no comércio exterior foram o gasóleo (óleo diesel) – US$ 662 milhões - nas importações, principalmente para os Estados Unidos, e, nas exportações, a soja – US$ 5,24 bilhões -, predominantemente para a China.

Balança comercial

Na balança comercial, Santos segue na liderança isolada com o total de US$ 68,1 bilhões nas operações com o mercado externo, registrando aumento de 9,83% em relação ao acumulado em igual período de 2016, e uma participação de 27,9% sobre o total brasileiro. O aumento foi maior nas exportações que subiram em 11,1% e as importações cresceram 7,9%. A projeção de fechamento para este ano subiu para 124.936.517 toneladas , consolidando assim novo recorde anual, com crescimento de 9,8% em relação a 2016.

Fonte: Portos e Navios


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