Uma prisão gera medo e insegurança, principalmente porque tudo acontece muito rápido. Nas primeiras horas, cada decisão pode influenciar diretamente o rumo do processo. Por isso, preparamos este guia com um passo a passo claro sobre o que fazer, tanto se você foi preso quanto se um familiar seu está nessa situação agora.
Passo 1: Mantenha a calma e não resista à prisão
Diante da abordagem policial, o primeiro passo é manter a calma. Resistir à prisão, mesmo que você acredite estar sendo injustiçado, pode configurar um crime à parte (resistência ou desacato) e piorar ainda mais a sua situação. Portanto, colabore com a autoridade, mas não abra mão dos seus direitos.
Passo 2: Você tem direito a permanecer em silêncio
A Constituição garante que você não é obrigado a responder perguntas que possam incriminá-lo. Assim, você pode — e muitas vezes deve — permanecer em silêncio até que um advogado esteja presente para acompanhar seu depoimento. Ficar calado não é sinal de culpa; é um direito previsto em lei.
Passo 3: Peça para acionar um advogado imediatamente
Assim que a prisão acontecer, você tem direito a comunicar-se com um advogado de sua confiança. Essa é, sem dúvida, a etapa mais importante de todo o processo, porque um advogado criminalista atua desde a primeira hora para:
- verificar se a prisão seguiu todos os trâmites legais;
- orientar sobre o que dizer (ou não dizer) durante o depoimento;
- requerer a soltura, quando cabível, ainda na audiência de custódia;
- reunir provas e testemunhas que possam favorecer a defesa desde o início.
Quanto mais cedo um advogado particular assume o caso, maiores são as chances de reverter ou minimizar os efeitos da prisão. Diferentemente da defensoria pública — que muitas vezes atende um volume alto de casos simultâneos — um escritório particular pode dedicar atenção integral e estratégia personalizada ao seu caso desde o primeiro minuto.
Passo 4: Entenda qual tipo de prisão você está enfrentando
Existem diferentes tipos de prisão, e cada uma segue regras próprias:
- Prisão em flagrante: ocorre no momento do crime ou logo em seguida.
- Prisão preventiva: decretada por um juiz durante a investigação ou o processo, para garantir a ordem pública ou a instrução criminal.
- Prisão temporária: tem prazo determinado e serve para viabilizar a investigação em crimes específicos.
Como cada tipo de prisão exige uma estratégia de defesa diferente, é fundamental que o advogado identifique rapidamente qual modalidade se aplica ao seu caso.
Passo 5: Aguarde a audiência de custódia
Após a prisão em flagrante, a lei determina que o preso seja apresentado a um juiz em até 24 horas — essa é a chamada audiência de custódia. Nesse momento, o juiz avalia se:
- a prisão foi legal;
- o preso sofreu maus-tratos durante a detenção;
- a prisão deve se converter em preventiva, ou se o preso pode responder ao processo em liberdade.
Ter um advogado presente nessa audiência muda completamente o resultado, já que ele pode apresentar argumentos técnicos para pedir a liberdade provisória, o relaxamento da prisão ou medidas cautelares alternativas.
Passo 6: Reúna documentos e informações que ajudem na defesa
Enquanto o advogado atua no processo, familiares podem colaborar reunindo informações relevantes, como:
- comprovante de residência e vínculo empregatício do preso (para comprovar residência fixa e ocupação lícita);
- testemunhas que possam confirmar a versão dos fatos;
- boletins de ocorrência anteriores relacionados ao caso, se existirem.
Esses elementos ajudam o advogado a construir uma defesa mais sólida desde a audiência de custódia.
O que fazer se um familiar foi preso?
Se a prisão aconteceu com um parente ou amigo, o primeiro passo é procurar imediatamente um advogado criminalista de confiança — de preferência, antes mesmo da audiência de custódia. Dessa forma, o advogado consegue localizar onde o preso está custodiado, verificar as condições da prisão e agir dentro do prazo legal para pedir a soltura, quando cabível.
Por que contratar um advogado particular faz diferença nesse momento?
Em um momento tão delicado, contar com um advogado que se dedica exclusivamente ao seu caso — e não a dezenas de processos simultâneos — garante:
- atendimento rápido, muitas vezes ainda na delegacia ou no plantão judiciário;
- estratégia de defesa personalizada, construída desde a primeira hora;
- acompanhamento direto em todas as fases, da audiência de custódia até o desfecho do processo;
- comunicação constante com a família sobre o andamento do caso.
Perguntas frequentes
Quanto tempo a polícia pode manter alguém preso sem apresentar a um juiz? A lei determina o prazo máximo de 24 horas para a realização da audiência de custódia após a prisão em flagrante.
É possível reverter uma prisão preventiva? Sim. O advogado pode pedir a revogação da prisão preventiva a qualquer momento do processo, principalmente quando os motivos que a justificaram deixam de existir.
Preciso contratar um advogado mesmo se eu for inocente? Sim, e talvez ainda mais nesse caso. Um advogado experiente sabe reunir as provas certas e conduzir a defesa de forma técnica, aumentando as chances de absolvição ou arquivamento do caso o quanto antes.
Conclusão
Como você viu, cada etapa após uma prisão exige agilidade e conhecimento técnico. Por isso, contar com um advogado criminalista particular desde o primeiro momento representa a diferença entre uma defesa reativa e uma defesa estratégica, construída para proteger seus direitos em todas as fases do processo.
Se você ou um familiar foi preso, não perca tempo. Entre em contato agora mesmo com o nosso escritório e fale diretamente com um advogado criminalista disponível para atendimento imediato.
Este artigo tem caráter informativo e não substitui a orientação de um advogado. Cada prisão possui particularidades que exigem análise individual e imediata.